17/06/2024

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Rio Limpo reúne condomínios fortalecendo movimento em defesas dos rios

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OSCIP atua há 12 anos propondo ações e cobrando celeridade dos poderes públicos

Durante toda a manhã de sábado (28), cerca de 30 condomínios residenciais localizados em Lauro de Freitas, estiveram representados em reunião realizada pela OSCIP Rio Limpo. A atividade ocorreu no Condomínio Parque dos Coqueiros, as margens do Rio Joanes, onde síndico, Walter Andrade, Conselheiro da Rio Limpo, recebeu representantes de associações de moradores e de entidades ambientalistas além de especialistas que trocaram experiências, fortalecendo o movimento em defesa dos rios que cortam os municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Para Fernando Borba, Coordenador Geral da Rio Limpo, é necessário implementar o Consórcio Interfederativo dos Municípios da Bacia do Joanes com objetivo de viabilizar Recursos para Revitalização da Bacia, entre outras iniciativas como programas de educação ambiental nas escolas e comunidades. “Em Lauro de Freitas é muito grave a poluição do Rio Joanes pelos seus rios urbanos, todos transformados em canais de esgotos que chegam ao Rio Ipitanga e depois ao Joanes.”, explica Borba.

Ainda segundo Borba, da jusante da Barragem Joanes l a foz em Buraquinho, não existe rio, apenas esgotos lançados no Ipitanga. “Assim como não há vazão ecológica, vez que a Embasa não libera água das Barragens do Ipitanga e Joanes.”, denuncia.

O professor e biólogo Carlos Bava, sugeriu a realização de estudo sobre a qualidade da água comparando o Índice de Qualidade das Águas (IQA) na nascente do rio e na foz, atualizando o cadastro da Bacia Hidrográfica do Rio Joanes quanto aos impactos ambientais, socioeconômicos relacionado aos ribeirinhos e regiões lindeiras, a exemplo dos agricultores familiares, pescadores, artesãos, moradores e comerciantes.

O encontro contou ainda com o engenheiro e mestre em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais Pedro Ornelas Mendonça, que explanou sobre a construção e utilização de estação de tratamento para residências e condomínios, disponibilizando, gratuitamente, através da Rio Limpo, o projeto para a construção do equipamento. “As estações de tratamento devem ser descentralizadas e implantadas em bairros assim, as águas podem ser reutilizadas de diversas formas, como na manutenção de jardins.”, afirma Ornelas.

Também presente no evento, Hendrik Aquino, especialista em Planejamanto Urbano e Gestão de Cidades, reforçou a importância de um plano integrado, considerando que a recuperação dos rios está diretamente relacionado com o meio ambiente, a saúde, a educação e a cultura, entre outras áreas. “As vilas, os povoados e as cidades geralmente surgem e se desenvolvem nas proximidades dos rios, devido a facilidade de obtenção de água para beber e irrigar as plantações. Com o município de Lauro de Freitas não foi diferente e assim teve a sua origem graças ao Rio Ipitanga. Precisamos recuperar os rios, resgatar história e a cultura local, despertando o rico potencial da região, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida e de um desenvolvimento urbano sustentável, gerando emprego e renda.”, destaca Aquino.

Em Lauro de Freitas as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário foram iniciadas em 2010, com previsão para conclusão em 2013, no entanto, até hoje, não foram concluídas.

Segundo Márcio Costa, Engenheiro Químico e presidente da Sociedade Amigos do Loteamento Vilas do Atlântico (SALVA), das 14 Estações Elevatórias do Sistema de Esgotamento Sanitário, apenas 01 Estação está concluída (a obra civil) faltam as instalações elétricas e hidráulicas, embora reiniciadas está, desde 2017 com previsão de conclusão até 2025, no entanto, nem 50% da Obra foi executada.

Enquanto isso, a cidade, que ocupa o segundo lugar em densidade demográfica do Estado, dá visíveis sinais de sobrecarga de esgoto lançado a céu aberto através dos rios e córregos, contaminando todo o trajeto até a praia de Buraquinho, onde segue para as demais.

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