20/02/2024

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Governo Lula gasta R$ 65 mil com sofá e R$ 42 mil com cama

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva gastou aproximadamente R$ 200 mil em móveis para o Palácio da Alvorada. A Presidência comprou dois sofás, duas poltronas e um colchão king size numa loja de um shopping em Brasília. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

 

O custo mais alto é do sofá, reclinável para a cabeça e para os pés: R$ 65 mil. Já a cama para o presidente e para a primeira-dama, Janja, é avaliada em pouco mais R$ 42 mil. As peças têm revestimento de couro italiano, 100% natural, e recebem tratamento específico para evitar ressecamento.

 

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) informou que a compra se deve às supostas más condições dos móveis encontrados anteriormente no Alvorada. “A ausência de móveis e o péssimo estado de manutenção encontrado na mobília do Alvorada exigiram a aquisição de alguns itens”, justificou. “Os móveis adquiridos agora integram o patrimônio da União e serão utilizados pelos futuros chefes de Estado que lá residirem.”

As compras ocorreram neste ano, com dispensa de licitação.

 

A lista de compras de Lula e Janja inclui:

 

Sofá (306 centímetros de largura, 110 centímetros de profundidade), com mecanismo elétrico reclinável para a cabeça e para os pés, revestido em couro na tonalidade cinza, grão natural. Valor: R$ 65.140;

Sofá (232 centímetros de largura, 109 centímetros de profundidade), com mecanismo elétrico reclinável para a cabeça e para os pés, revestido em couro na tonalidade cinza, grão natural. Valor: R$ 31.690;

Cama (231 centímetros de largura, 246 centímetros de profundidade e 94 centímetros de altura), com revestimento em couro grão natural, lixamento leve e acabamento oleoso. Pés em metal e revestimento secundário em tecido. Valor: R$ 42.230;

Poltrona ergonômica (90 centímetros de largura e 82 centímetros de profundidade), revestida em couro, com pufe na cor branca, revestimento em couro grão natural, com almofadas do assento com enchimento em poliuretano e estrutura metálica. Valor: R$ 29.450;

Poltrona fixa (107 centímetros de largura e 94 centímetros de profundidade), em veludo azul, com pés em aço inox, estrutura em madeira de reflorestamento, pinus naval. Valor: R$ 19.270; e

Colchão (193 centímetros de largura e 203 centímetros de comprimento) masterpiece top visco. Valor: R$ 8.990.

Alvorada “semidestruído”

Em janeiro, durante entrevista à GloboNews, Lula disse que encontrou o Alvorada “semidestruído”. “Herdei o Alvorada de um mandato de oito anos do Fernando Henrique Cardoso e recebi tudo limpo e cuidado”, disse o petista, na ocasião. “Do jeito que estava, fui morar por oito anos. Quando entreguei o Palácio para Dilma, deixei tudo limpo e, inclusive, reformado. Fizemos uma reforma com 25 empresários. Era uma doação deles para a União e para o patrimônio público. Agora, sinceramente, não sei o que foi feito no Alvorada. Quando cheguei lá, não havia cama no quarto.”

Lula engrossou as críticas de Janja. A primeira-dama, aliás, chegou a levar a Rede Globo ao local. O objetivo era fazer uma vistoria.

 

Depois do episódio, Michelle Bolsonaro manifestou-se nas redes sociais e alegou que, diferentemente do que Janja havia afirmado, o edifício foi preservado durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela aproveitou a ocasião para lembrar da reforma contratada pelo petista em sua primeira passagem pela Presidência da República.

 

“É de conhecimento público que, em 2006, o local passou por uma reforma avaliada em milhões”, lembrou a ex-primeira-dama. “Foram executadas algumas mordomias, como jacuzzis com hidromassagem, pela empresa Odebrecht.”

 

Reforma polêmica

Uma das primeiras polêmicas relacionadas às reformas de Lula no Alvorada é aquela realizada no jardim. Em 2004, a então primeira-dama, Marisa Letícia, mandou fazer um canteiro em forma de estrelas e sálvias vermelhas no jardim, em alusão ao símbolo do PT.

 

No mesmo ano, Lula chamou um grupo de empresários da construção civil e pediu que custeassem o projeto — meses antes, o petista dissera que o governo estava sem dinheiro para uma mudança ampla. Foi uma “parceria-público-privada”, para garantir o conforto do então presidente. A obra foi orçada em R$ 16 milhões, o que gerou muitas críticas da população.

 

Em seu segundo mandato, o petista decidiu revitalizar a piscina do Alvorada — parte da residência que nunca havia passado por uma reforma. Em 2018, uma investigação da Polícia Federal mostrou que a troca do granito da piscina teria sido feita pela Odebrecht, sem contrato nem publicidade.

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