17/06/2024

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Agricultura familiar baiana espera aumento de 20% nas vendas na Páscoa 2023

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A Páscoa está chegando e a agricultura familiar da Bahia está pronta para a época mais doce do ano com a produção de chocolates de qualidade. A expectativa é aumentar as vendas em até 20%, com relação ao ano passado. São ovos de Páscoa, chocolates e bombons produzidos por agricultores e agricultoras familiares do Litoral do Sul do Estado.

 

Segundo dados da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau, o estado da Bahia é o maior produtor de cacau do país e a região Sul do estado é a mais tradicional, com 80% da produção no sistema cabruca – em que o cultivo do cacau é realizado em meio à Mata Atlântica.

 

No município de Ibicaraí, a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), que traz a marca Bahia Cacau, está com sua fábrica a pleno vapor. De acordo com o presidente da Coopfesba, Osaná Crisóstomo, por lá, a expectativa é de aumento da produção. “Esse ano, pós-pandemia, promete ter um consumo maior e o chocolate é especial nesse período. No ano passado, produzimos 14 mil quilos de chocolate. Para esse ano pretendemos produzir 17 mil. Estamos trabalhando para ofertar aos nossos consumidores, o melhor chocolate da Bahia”.

 

A Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, está produzindo Ovos de Páscoa de 200 gramas e 250 gramas, com opções de 50% cacau e 70% cacau, com venda exclusiva na loja de Ibicaraí e no stand de vendas do Shopping Jequitibá, em Itabuna. A cooperativa comercializa também barras de chocolate nos percentuais de 35%, 50%, 60%, 70% e 75% e os bombons de chocolate com frutas típicas da Bahia, como jaca, cupuaçu, banana, goiaba, umbu, café, licuri, nibs e cacau em pó e as amêndoas de cacau caramelizadas.

 

Já a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), com a marca Natucoa, localizada em Ilhéus, aposta na produção de chocolates veganos, com barras de chocolate 56%, 70%, 80% e 100%, além das barras com frutas desidratadas como banana, abacaxi, cupuaçu e jaca. A cooperativa possui lojas em Ilhéus e Itacaré.

 

Para a presidente da Coopessba, Carine Assunção, a Páscoa é sempre uma época de muita expectativa para quem produz chocolate. “Como hoje temos uma linha natural, sem leite e sem aromatizante, temos um público direcionado e, além do chocolate em si, há a busca dele para a produção de ovos de Páscoa para crianças, por exemplo. A estimativa é de aumentar em 20% as vendas. Mas sou otimista e podemos chegar até a 30%”.

 

Produzidos com responsabilidade ambiental e social, os chocolates da agricultura familiar baiana também estão disponíveis em estabelecimentos comerciais de todo estado. Em Salvador, essas delícias que prometem uma Páscoa com sabor diferenciado e mais saudável podem ser encontradas no Empório da Agricultura Familiar, localizado no Mercado do Rio Vermelho, ou pelo site Mercaf (mercaf.com.br).

 

*Investimentos*

 

Essa projeção se dá por conta do avanço na cacauicultura com os investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que já destinou mais de R$ 38,3 milhões para o sistema produtivo do cacau, via projeto Bahia Produtiva, beneficiando diretamente 34 organizações produtivas da agricultura familiar, desde a base de produção até o acesso a mercados locais, nacionais e até internacionais.

 

Os agricultores e as agricultoras familiares filiados à Coopfesba e Coopessba contam com a melhoria de suas plantações, a partir do apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

Entre as ações estão a entrega de mudas, estufas, cochos, máquinas e equipamentos agrícolas, cursos de capacitação, além do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), para a produção de uma amêndoa qualificada. Para isso, as cooperativas contam ainda com máquinas, equipamentos e a construção/requalificação/ampliação de unidades de beneficiamento, para receber a matéria-prima e transformá-las em chocolate e outros derivados. O resultado é a garantia do escoamento da produção e, consequentemente, aumento da renda das famílias agricultoras.

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